Capitulo Quatro!

 

---Alegria de pobre de fato dura pouco!

Eu já estava me acostumando cedo demais com a alegria... deveria ter previsto que hora ou outra ela iria acabar. Eram 7:00 da manhã, já estava na escola faziam 15 minutos, e eu vi Marianne chegar com suas 'seguidoras', Patricia e Jennifer. Quando ela se sentou, fui tentar falar com ela.
--- O-oi Ma-Marianne!
Ela me ignorou completamente 
--- Mari, acho que a estranha do fundo da sala, quer falar com você--- falou Patricia
--- Meninas, acho que ela é gaga!--- sussurrou Jennifer, mas eu havia escutado.
--- Ignorem-na, apenas continuem andando--- disse Marianne, atirando as palavras como balas nos meus ouvidos. 
    Fui para meu lugar com a cabeça baixa, me sentindo a mesma idiota de sempre, só que dessa vez com um aperto no coração, como se aquelas palavras tivesse perfurado todo o meu corpo. "Que merda! Porque eu sempre faço besteira?" Pensei, me culpando por ter pensando que Marianne seria mesmo minha amiga "Eu nunca vou ter amigos" e segurei as lágrimas. Não por muito tempo...
Quando me dei conta que estava chorando, levantei a cabeça e vi toda a sala estava com os olhos virados para mim. Comecei a ficar tonta e enjoada, alguns alunos diziam "Ela está pálida como um cadáver" e então...
   Tudo ficou preto.
E lá estava eu na enfermaria, com a enfermeira mais feia do mundo olhando para mim e perguntando se eu estava bem, enquanto apertava meu braço com o medidor de pressão. Ela era gorda, tinha uma verruga terrível no nariz, e o cabelo mais seboso e crespo que alguém já viu! Mas, no fim, era uma boa pessoa. Ela viu minha pressão e disse que eu podia voltar pra sala, pois já estava normalizada, mas eu pedi--- Ou melhor implorei--- para que eu pudesse ir para casa, não aguentaria voltar para aquela sala, por pelo menos um mês. Ela concordou e me mandou para casa.
  Na volta para casa fiquei pensando, no que aconteceu na sala. E adivinhe só? Eu vomitei! 
(Sinceramente não sei o que pus pra fora, não tomei café da manhã, ou lanchei na escola). Eu me senti péssima o dia todo, quase não comi. E chorei, chorei muito! Mas, Miguel não queria me ver sofrer, por outra coisa a não ser ele. Então ele fez o favor de pregar uma peça em mim, balões com uma mistura nojenta de "Não me pergunte o que é" Que evidentemente eu tive que limpar, mas isso não me afetou muito, eu tinha que preocupar com as vozes dizendo para eu me matar...
OH MEU DEUS, o que eu fiz para merecer tudo isso? 
                        ...
   Na manhã do dia seguinte finge um terrível mal estar (O que não era total fingimento, pois de fato me sentia mal), minha mãe deixou que eu ficasse em casa, e foi trabalhar. Eu fiquei lendo "A menina que roubava livros". Falando nisso, o livro que eu li anterior a esse foi maravilhoso (claro que se minha mãe olhasse umas certas partes nele, nunca mais me daria livro algum). Fiquei feliz por me identificar tanto com alguma coisa.
   Quando minha mãe voltou do trabalho estava com os olhos tão vermelhos que eu pensei que ela devia estar com conjuntivite, mas não... ela havia chorado. E chorado muito. Perguntei a ela:
--- O que houve mãe? Vocês está bem? Onde está o Papai?
--- Ele... ele...--- Interrompeu-se em lágrimas 
--- Mãe? O que está acontecendo?--- Disse eu com um nervosismo perceptível.
--- Ele nos deixou--- Falou minha mãe, enquanto soluçava.
Eu não pude responder, não sabia o que fazer... como nos sustentaríamos? Sim, eu não me importo com meu pai, ele deve ter arrumado uma amante que page as mordomias dele. Aquele... aquele.
Foi quando a minha raiva estava no auge, que comecei a ouvir as vozes sussurrando...
"Mate-o, mate-o"
Quase quis fazer isso!
Enquanto minha mãe pegava um copo e uma cachaça que estava escondida, me segurei em relação ao homicídio e disse:
--- Não se preocupe mãe! Nos não precisamos da aquele porco--- Falo eu tentando parecer confiante.
--- Ai que você se engana, só estamos vivos porque aquele "porconos sustentava--- falou minha mãe e pôs cachaça no copo.
Minha mãe era muito bonita, cabelos cacheados e negros como os meus, e sempre andava maquiada, mas nesse dia pude ver o que a maquiagem escondia. Uma mulher triste e dependente, que vivia pelo o marido.
  

1 comentários:

Anônimo

MUITO BOM, MUITO ÓTIMO!!!!!!!!!

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